Jovens estão menos expostos à violência
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Rubens Chueire Jr.<BR>Reportagem Local 
Curitiba - Jovens de mais da metade dos 286 municípios com 100 mil ou mais habitantes do País apresentaram baixa exposição à violência em 2010. Os números fazem parte do estudo "Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência (IVJ/V) de 2010", divulgado ontem pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), em conjunto com o Ministério da Justiça.
A maioria dos municípios pesquisados (163) obteve baixo índice de vulnerabilidade. Noventa cidades tiveram índice médio baixo, 27 apresentaram indicador médio e apenas três, baixa vulnerabilidade. Em nenhum município pesquisado foi registrado índice muito alto.
A soma de habitantes destas cidades chega a 104,5 milhões, representando 54% da população brasileira. A faixa etária levada em consideração foi dos 12 aos 29 anos de idade.
As variáveis que compõem o Índice de Vulnerabilidade Juvenil são mortalidade (homicídios e acidentes de trânsito), frequência escolar e situação de emprego (escolaridade e inserção no mercado de trabalho), pobreza (condições de vida) e desigualdade no município (anos de estudo e situação de domicílios). Os indicadores foram extraídos do Censo 2010 e de dados do Laboratório de Análise da Violência (LAV) da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).
Dezoito cidades paranaenses foram pesquisadas. Em dez delas, o índice de vulnerabilidade medido pela pesquisa foi baixo. Em seis municípios, o resultado foi médio baixo e em dois, médio.
Os piores resultados foram registrados em Foz do Iguaçu e Pinhais, com índice médio de vulnerabilidade. Entre as cidades com os dez melhores desempenhos, estão Maringá, Umuarama, Curitiba e Londrina, todas com indicador baixo.
O melhor resultado do País foi registrado em Pouso Alegre (MG) e o pior, em Eunápolis (BA).
"Os resultados surgiram a partir da implantação de políticas públicas e percebemos a queda da vulnerabilidade na grande maioria dos municípios. Cada cidade é particular e, por isso, com o Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência de 2007 já tinha sido possível mapear quais eram os maiores problemas, seja pobreza, criminalidade, desigualdade", explicou a secretária executiva do FBSP, Samira Bueno.
"O índice é composto por variáveis complexas porque quisemos realmente avaliar tudo o que cerca e faz parte do desenvolvimento destas crianças, adolescentes e jovens. Sem dúvida serve de base para definição de medidas concretas pelas administrações municipais. Percebemos que onde a violência é controlada o desenvolvimento social aparece com mais eficiência", completou.


