Londrina - O grupo de voluntários que trabalhou na preparação do moti é predominantemente formado por idosos que enxergam no costume uma maneira de manter vivo um pedacinho do Japão no Brasil. No entanto, algumas pessoas com menos idade também pensam dessa forma e procuram atuar ativamente.
O contador Sandro Higushi, de 31 anos, participa pelo sexto ano consecutivo dos preparativos, mas revela que sua relação com a tradição teve início ainda na infância. "Quando eu era criança pude acompanhar meus pais e avós nessa atividade de fim de ano. É importante, pois é parte da nossa cultura e é muito tradicional", analisou.
Higushi lembra que no primeiro ano que participou foi escalado para enrolar os bolinhos, mas já há cinco anos é um dos responsáveis por cozinhar o arroz. "É preciso deixar no ponto para depois ser batido na máquina", explicou.
Ele reclama que atualmente as gerações mais novas de descendentes de japoneses têm absorvido bem as tecnologias da Terra do Sol Nascente, como celulares e videogames, mas as questões mais tradicionais são deixadas de lado. "Os mais antigos dizem que se você tem um carro que vai usar muito no ano precisa deixar o moti dentro dele e no dia de ano-novo deve comê-lo ainda no carro para trazer prosperidade e sorte. Manter uma tradição milenar como essa é importante", defendeu.
Opinião semelhante tem o superintendente administrativo Marcos Anami, de 25 anos. "Sempre acompanhei e desde o ano passado passei ajudar. O moti é uma tradição que precisa ser mantida e espero que cada vez mais jovens sintam vontade de comparecer", destacou.(V.F.)

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