Jovens enfrentam falta de profissionalização
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quinta-feira, 20 de maio de 2004
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba-Faltam cursos profissionalizantes para jovens no Paraná. A constatação é da Delegacia Regional do Trabalho (DRT), que informou que as médias e grandes empresas do Paraná têm condições de contratar pelo menos 100 mil jovens aprendizes. Porém, em 2003 houve apenas 2.791 contratações em função da falta de mão-de-obra. De acordo com a Lei dos Aprendizes, de 2000, todas as empresas que possuem faturamento anual de pelo menos R$ 1,2 milhão têm a obrigação de compor de 5% a 15% de seu quadro de funcionários com jovens entre 14 e 18 anos que estão em cursos profissionalizantes no seu ramo de atuação.
''As empresas vêm cumprindo a obrigatoriedade desde que haja oferta de cursos, mesmo que para isso a DRT tenha que intervir. É preciso ampliar a oferta de vagas e os tipos de cursos profissionalizantes'', afirma o chefe da Seção de Inspeção da DRT, o auditor fiscal Luiz Fernando Busnardo. Em 2003, do total de aprendizes contratados, 1,2 mil foram registrados em empresas que tinham recebido notificação do descumprimento da Lei. Para esse ano, Busnardo acredita que as contrações devem ficar na casa dos 3 mil estudantes. Até março, apenas 223 aprendizes estavam contratados.
Mesmo com um potencial de contratação bem maior, tendo em vista a realidade da oferta de cursos hoje, a estimativa de 3 mil contratados, segundo Busnardo, é boa. E para ampliar esse número a DRT está fazendo campanhas juntos às entidadades que ministram os curos para que haja o aumento na oferta. ''Um exemplo é Senar Serviço Nacional de Apredizagem Rural. Em parceria com a cooperativa agropecuária de Rolândia, na Região Norte, a entidade está prestes a assinar um termo de cooperação técnica para levar cursos para os filhos dos produtores rurais da região, de acordo com as exigências legais'', conta.
Para incentivar a ampliação no número de vagas, a DRT acionou representantes do Ministério Público, dos Conselhos Municipais da Criança e da Adolescência e lideranças do Sistema S Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), Senac (Serviço Nacional Apredizagem no Comércio), Senar e Senat (Serviço Nacional de Aprendizagem dos Transportes). Para contratar jovens aprendizes, as empresas interessadas precisam, em primeiro lugar, fazer contato com uma instituição formadora sem fins lucrativos que preste assistência ao adolescente nessa área, esteja conveniada ao Sistema S e possua um programa de aprendizagem.


