Rio, 01 (AE) - A polícia do Rio investiga a participação de uma quadrilha formada por jovens de classe média, moradores da zona sul da cidade, em assaltos de edifícios da região. A quadrilha teria praticado pelo menos três assaltos a prédios de luxo, entre os quais o do último domingo no Flamengo, quando sete apartamentos do Edifício Sir Winston Churchill foram roubados. Uma mulher também faria parte do bando.
Um ex-aluno de direito que mora no Leme foi reconhecido por uma das quatro vítimas que prestaram queixa do assalto na 9ª Delegacia Policial (Flamengo) e é apontado como o líder do grupo. De acordo com investigadores, o advogado do rapaz, que se diz inocente, esteve hoje na delegacia e disse que ele vai se apresentar na quinta-feira. O acusado chegou a ser preso no ano suspeito de participar do roubo a uma cobertura em Ipanema e a um edifício na mesma Avenida Rui Barbosa. Ele, porém, foi absolvido por falta de provas.
Medo - O secretário estadual de Segurança Pública, coronel Josias Quintal, acredita que o medo das vítimas esteja atrapalhando as investigações. Dos cerca de 40 moradores mantidos como reféns no domingo, apenas quatro foram à delegacia fazer o reconhecimento dos ladrões, através do álbum de fotografias de suspeitos do assalto do ano passado na Avenida Rui Barbosa.
"Se a vítima não quer comparecer, tem que ser intimada; os moradores terão que depor como prevê a lei", disse Quintal. Uma moradora, que não quis ser identificada, disse que não se sente segura para apontar os culpados. "Nossa rua pertence aos bandidos, não a nós, e ainda querem que a gente vá reconhecer os ladrões, que depois podem voltar e querer vingança", criticou.

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