Nova York, 24 (AE-ANSA) - Dois brancos de 20 anos foram acusados em Indiana (Estados Unidos) de ter assassinado um jovem negro cumprindo um rito de iniciação da racista Confraternidade Ariana, para ganhar o direito a uma tatuagem em forma de teia de aranha que usam seus membros mais violentos.
O crime foi cometido em Elkhart, uma pequena cidade industrial do estado de Indiana.
Alex Witmer e Jason Powell confessaram ter matado Saselzey Richardson com um tiro na cabeça enquanto o jovem voltava para casa a pé depois de ter comprado pão numa padaria para o filho de sua companheira.
"Foi uma ato horrível inclusive porque a vítima foi casual. Eles havia decidido simplesmente matar um negro", declarou Mike Chrisofeno, promotor do condado de Elkhart.
A policía começou também a investigar as atividades da Confraternidade Ariana, à qual pertencem, segundo estimativas, uma centena de brancos da região.
"Witner já estava dentro enquanto Powell era iniciado e esperava ganhar a tatuagem em forma de teia de aranha: o símbolo que identifica aquele que tenha matado um negro, um hispano ou um oriental", escreveu o diário local Elkhart Truth.
A Confraternidade Ariana tem suas raízes num bando de brancos que nos anos 60 levou o terror a prisões da Califórnia.
"É a maior e a mais encarniçada das gangues carcerárias", afirmou Mark Potok, um porta-voz do Southern Poverty Law Center. A maior parte dos iniciados estariam cumprindo penas em cadeias estaduais.

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