O jovem Degilânio Verônica de Lima, de 25 anos, teve alta do Hospital Evangélico de Londrina ontem, depois de 47 dias internado. Ele teve as duas mãos reimplantadas depois de perdê-las em um acidente de trabalho. O cirurgião Edson Takaki, especialista em microcirurgia, foi o responsável pelo reimplante, em um procedimento que durou 24 horas.
Segundo o médico, Lima deixou o hospital em um tempo um pouco maior que o usual para este tipo de cirurgia, que é de 15 a 20 dias, por conta de algumas complicações. Além de uma infecção na via urinária causada por cálculo renal, que precisou ser tratada, ele teve infecção na mão esquerda, a mais comprometida por esmagamento, o que atrasou o procedimento de enxerto de pele.
Ontem, sem o gesso que cobria as mãos, o operário já podia mexer os dedos. ''A circulação está normal, os tendões funcionando e os ossos estão praticamente consolidados'', informou o cirurgião, ressaltando que Lima já não corre o risco de perder as mãos e a expectativa é que tenha ''uma boa função'' delas.
Ele volta ao hospital em uma semana para uma cirurgia de retirada dos pinos, com previsão de alta de um dia. E aí, deve começar a fisioterapia, que deve se estender por seis meses.
Lima perdeu as mãos enquanto trabalhava em uma guilhotina para cortar placas de uma fábrica de artefatos de couro de Apucarana (Norte). Ele prendeu a mão direita no equipamento e usou a esquerda para tentar se salvar, mas acabou tendo as duas mãos decepadas. Na cirurgia de reimplante, foi preciso reconstruir e religar veias, artérias, nervos e tendões, além de fixar os ossos com pinos de aço.

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