Os famigerados pontinhos pretos (cravos) atacaram - inicialmente - o nariz, subiram a testa, espalharam-se nas têmporas, desceram pelas maçãs do rosto até o queixo. Este foi o percurso que a acne desenhou no rosto do estudante Marlon Alberto Motta, 15 anos, em pouquíssimo tempo. Na família, ele e a irmã mais velhas foram os herdeiros do código genético do pai, atingido pela doença na juventude.

A aparência de 'chokito' não interferiu na vida social do garoto, embora incomode muito. ''Dói quando estão inchadas'', diz Motta, referindo-se às pustulas que, no último ano, seguiram em direção ao pescoço e costas. Para detê-las, ele utilizou cosméticos e uma pomada indicada pela tia. No entanto, nada disso resolveu. Motta e os pais decidiram, depois de muita reflexão, procurar um dermatologista. Esta semana, o rapaz consultou uma dermatologista que indicou: sabonete antisséptico, bloqueador solar e gel noturno para serem usados nos próximos 40 dias.

''Alguns amigos têm, mas nunca fizeram nada para curar e, na escola, os colegas já estão acostumados'', comentou o estudante. O único medo em relação à acne são as cicatrizes. ''Não quero ficar com o rosto deformado. Por isso, evito, ao máximo, estourar as espinhas'', disse Marlon, que garante seguir a orientação médica à risca. (B.R.)

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