Jovem queria provar que era inocente
Curitiba - Para Mauro, que hoje está em liberdade condicional (ele foi condenado por outro crime em 2002), até hoje essa história de inimputabilidade é confusa. ''Eu era inocente. Queria provar que era inocente. Conhecia eles (os outros rapazes acusados de participar do crime), mas não tive nada com isso não'', relata. Segundo Mauro, a ideia de dizer que era menor de 18 anos nem passou pela cabeça dele. Ele queria mesmo era provar que não tinha a ver com a morte do idoso.
Os três anos que passou a mais na cadeia por conta da condenação equivocada trouzeram prejuízos irreparáveis. Em 2002 ele perdeu a chance de acompanhar o nascimento do filho. ''Fui ver ele com cinco anos'', conta. Mauro também deixou de conviver com o pai, que faleceu em 2009.
''O pai sofreu muito. Ele fez de tudo para tirar o filho da cadeira'', lembra a irmã de Mauro, Fernanda (nome fictício), 17 anos. O pai do rapaz foi varredor da Cavo (empresa de limpeza pública em Curitiba) e estava aposentado quando o filho foi preso. Hoje Mauro ajuda a sustentar a mãe, que não pode trabalhar por conta das sequelas de um derrame, a irmã além da esposa dele e o filho.
À FOLHA Mauro pediu para não ser exposto. Teme envolvimento com a polícia. ''Estou terminando de pagar minha liberdade provisória'', diz. Ele nega ter participado dos três crimes dos quais foi acusado. (R.C.F.)





