Jovem que teve sepse recebe alta
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Agência Estado 
Belo Horizonte- Após passar quase dois meses internada, enfrentar um quadro gravíssimo de pneumonia, com evolução para sepse (infecção generalizada), e sofrer amputações nos dedos das mãos e dos pés, a nutricionista Aline Winkler Borges, de 23 anos, recebeu alta na tarde de anteontem. A jovem deixou o Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte (MG), e agora se recupera em casa.
Estamos todos muito felizes com a alta. A saída do hospital dá vida nova, disse ontem o pai da nutricionista, Márcio Borges, de 45 anos, que acompanhou a filha durante todo o período de internação. O caso dela foi muito grave. Em alguns momentos houve risco de nós perdermos a Aline. E termos ela novamente conosco é uma conquista muito importante, que minimiza bastante as sequelas que ficaram.
A nutricionista deu entrada no Felício Rocho na noite de 30 de dezembro último. Examinada, foi diagnosticada com quadro infeccioso grave. No dia seguinte, foi imediatamente internada no Centro de Tratamento Intensivo (CTI). Conforme o hospital, a grave pneumonia foi causada por uma bactéria comum, a Legionella sp., responsável por pequena porcentagem dessas infecções. Ela evoluiu de forma grave, raramente vista, apesar do diagnóstico e tratamento precoce, informou o boletim assinado pelo coordenador do CTI, Rogério de Castro Pereira.
Aline é diabética e os médicos suspeitam que a doença contribuiu para o agravamento de seu quadro clínico.
O drama da nutricionista de Belo Horizonte ganhou repercussão após a morte da modelo capixaba Mariana Bridi, de 20 anos. Mariana morreu no dia 24 de janeiro, vítima de infecção generalizada na corrente sanguínea, provocada pela bactéria Pseudomonas aeroginosa. Enquanto esteve internada, a modelo teve os pés e mãos amputados.
De acordo com o hospital, no caso de Aline, as amputações foram necessárias em razão da evolução do quadro inicial para o choque, isto é, queda da pressão por tempo prolongado, dificultando a chegada do sangue nos tecidos. Nesse caso, o organismo prioriza a chegada de sangue nos órgãos mais importantes como cérebro e coração, reduzindo o fluxo nas extremidades e levando à morte do tecido.


