Jovem paranaense está desaparecida nos EUA
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2006
Evandro Fadel 
Curitiba- A estudante Carla Vicentini, de 22 anos, está desaparecida na cidade de Newark, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, desde o dia 9. A polícia está à procura dela, mas por enquanto a família, que mora em Goioerê, no Centro-Oeste do Paraná, não tem qualquer informação de seu paradeiro. Na casa e no local de trabalho do pai, Orlando Vicentini, que é contador, a esperança se renova toda vez que toca o telefone.
Carla estava cursando Engenharia Têxtil na sua cidade natal quando decidiu ir para os Estados Unidos. ''Ela resolveu ir por conta. Eu até queria que não fosse'', disse o pai, que tem outras duas filhas morando em Maringá, no Norte do Paraná. Depois de entrar em contato com a empresa World Study, que faz intercâmbio, ela embarcou no dia 19 de janeiro no Aeroporto Afonso Pena, em Curitiba.
Inicialmente foi para a cidade de Dover, no mesmo Estado, ficando até o início deste mês, quando se transferiu para o apartamento atual, em Newark, onde mora com a amiga brasiliense Maria Eduarda Ribeiro, e trabalha em um restaurante português. O pai disse que diariamente a família entrava em contato para um bate-papo pelo computador. ''Ela estava muito contente'', afirmou. Na noite anterior ao seu desaparecimento, eles tiveram o último contato.
As informações que chegaram à família são de que ela saiu do restaurante onde trabalha com uma amiga, que foi até o apartamento. Carla ficou em uma bar conversando com um americano. E não foi mais vista. ''Ele deve ter dado algum sedativo para ela'', acredita o pai. Orlando pretendia viajar para os Estados Unidos para acompanhar mais de perto o trabalho policial, mas foi desaconselhado pelos familiares. ''Ficamos aqui com muita esperança'', consolou-se.
A família passou à World Study a tarefa de fazer os contatos com a polícia. A empresa tem uma parceira nos Estados Unidos, que tem dado apoio por lá. O gestor estratégico da World Study em Curitiba, André Vieira, disse ter entrado em contato com a sargento Carpenter, da Unidade de Missão Especial de Newark. Ela afirmou que está com todos os investigadores envolvidos nesse caso.
Panfletos com a foto da moça foram espalhados por toda a cidade. Ontem Vieira enviou por fax vários dados sobre Carla, para dar mais elementos às investigações.
A sargento preferiu não especular sobre o caso. O boletim de ocorrência foi feito no dia 11 pela amiga de Carla. O visto permite que Carla permaneça cinco meses nos Estados Unidos.


