Curitiba- A secretária Daniele Gonçalves de Freitas, 25 anos, morreu na mesa de cirurgia após se submeter a um implante de silicone nos seios, no hospital Santa Madalena Sofia, em Curitiba, no sábado. A operação foi feita pelo clínico, cirurgião geral e médico do trabalho Marcos Ceschin. Ele não tem especialização em cirurgia plástica.
A morte da jovem, segundo nota divulgada pelo médico, foi uma ''fatalidade'', causada por hipertermia maligna. Rara, a doença é provocada por deficiência de enzimas no organismo e pode ser controlada com medicamentos.
Dante Bytner, amigo da família de Daniela, disse que ele e sua mulher foram chamados a comparecer no hospital no sábado. Chegaram às 14h10 e encontraram Daniela já morta. A cirurgia foi feita de manhã.
A família da jovem irá apresentar queixa contra o médico no Conselho Regional de Medicina do Paraná. Bytner disse que o médico cobrou R$ 4.000 pela cirurgia. Em outubro, Ceschin foi denunciado por Ilma Proença. Ela diz que perdeu peso em excesso após uma operação de redução intestinal.
Em nota, Ceschin diz que a hipertermia maligna é o ''temor de qualquer equipe cirúrgica, em qualquer serviço médico do mundo''. Afirmou que sua equipe fez cerca de 15 mil cirurgias em 25 anos, sem mortes.

mockup