Jovem grávida retribui ajuda com o trabalho voluntário
Símbolo da primeira geração crescida após a obra milagrosa da pastoral, Rodinéia Cristina Oliveira Mazar, 19 anos, foi uma das primeiras crianças salvas pela ONG. Filha de Maria Zélia de Oliveira, uma dona de casa de 47 anos, Rodinéia recebeu cuidado especial em casa e se salvou de todos os problemas de uma infância sem saúde. Não era um caso típico de desnutrição e miséria, mas ainda assim é uma sobrevivente que agradece com o trabalho de hoje toda atenção que recebeu quando mais precisou.
Sua mãe foi uma das primeiras voluntárias e hoje é uma das mais conhecidas da cidade. É responsável pelo acompanhamento de 18 crianças. Sempre gostei de ajudar as pessoas e tenho muito orgulho de tudo o que nós fizemos. A cada missa que assisto fico com mais vontade de continuar com as visitas. Deus está sendo muito bom comigo, nunca vi nenhuma criança cadastrada morrer, conta.
Foram mais de 100 vidas salvas e muitas histórias para contar. Hoje todo mundo me ajuda e avisa quando alguém precisa de alguma coisa. Através da pastoral, passou a viajar para longe, coisa que, já mulher madura, nunca tinha feito. Sempre quis conhecer Curitiba. Fui lá para uma reunião. Adorei, disse Maria Zélia.
Dona de casa como a mãe, só que com mais estudo (concluiu o 2º grau), Rodinéia também é voluntária e está grávida de cinco meses. Pela segunda vez, é alvo da ONG da qual faz parte. Aprendi muita coisa com a pastoral. Estou mais preparada para criar um filho, acredita.
Uma das visitas feitas pelas duas durante esta semana foi na casa de Matheus Sebastião Marsola Del Rio, de dois anos. Ele nasceu com apenas dois quilos e hoje tem 13, segundo registro da balança portátil usada pelas voluntárias. É acompanhado desde o nascimento por Maria Zélia e Rodinéia.
Matheus é o filho caçula de Claudete Marsola Del Rio, 31 anos, e do operário Florêncio Martins Del Rio, 38 anos. A dona de casa tem mais três filhos, todos acompanhados pela pastoral. O primeiro nasceu quando ela tinha 14 anos. É muito bom o trabalho delas. Gostaria de ajudar, mas tenho minhas crianças para cuidar. Fica difícil, lamenta.





