Waiblingen - Um jovem de 16 anos manteve reféns sob a mira de uma pistola 9 mm, durante seis horas, numa escola alemã. Por volta das 21 horas de ontem, o sequestrador entregou sua arma, libertou os dois últimos reféns e se colocou à disposição das autoridades sem oferecer resistência. Na operação, ninguém ficou ferido.
O jovem armado entrou ontem por volta das 15h (10h de Brasília) em uma escola de Waiblingen, cidade do sudeste da Alemanha, fazendo vários reféns. Uma das vítimas afirmou que ele teria entrado sem maiores problemas na sala de computadores onde o grupo tinha aulas.
Após perguntar à professora se poderia usar um computador, Marcel K. sacou a arma de sua jaqueta e rendeu os estudantes.
De acordo com a testemunha, ele teria permitido que as pessoas que estivessem com medo deixassem a sala. Quatro alunos se voluntariaram para ficar no local e uma professora e outros três colegas foram libertados.
Marcel K., segundo a vítima, teria usado o celular de um dos estudantes para informar à polícia sobre sua ação criminosa. Ele pediu 1 milhão de euros (R$ 3,76 milhões) e um carro para fugir, em troca dos reféns.
Após o telefonema, a polícia isolou a área da escola, fechando as ruas e deslocando diversas viaturas até o local.
Segundo o site da revista alemã ''Der Spiegel'', uma pessoa teria feito uma denúncia anônima através de um telefonema e afirmado que conhecia o jovem que havia prometido se vingar da escola. Marcel K. não é mais aluno da escola e sua saída da entidade não teve uma razão específica. Um ex-aluno, que preferiu não ser identificado, afirmou ter visto Marcel K. rondando o colégio vestido de preto.
Outros estudantes da instituição afirmaram aos policiais que o jovem tinha o hábito de usar roupas de camuflagem e, às vezes, chegava a carregar uma arma. Segundo os alunos, ninguém sabia se ela era verdadeira e Marcel K. afirmava que a tinha obtido em uma empresa de segurança.
Outro caso - Em 26 de abril deste ano, o estudante Robert Steinhaeuser, 19, entrou na escola secundária Johann Gutenberg na cidade de Erfurt, no Estado da Turíngia, e matou 13 professores, dois alunos e um policial. Depois dos assassinatos, Steinhaeuser se suicidou.
Ele havia sido expulso da escola por falsificar atestados médicos para justificar excesso de faltas. Em 2001, ele já havia repetido de ano e, em 2002, devido à expulsão, estava impedido de prestar o Abitur, rigoroso exame requerido para entrar na universidade que estava sendo aplicado no momento do crime.

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