Jovem é preso suspeito de matar escritor paranaense
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quinta-feira, 03 de junho de 2010
Fábio Galão<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Policiais da Delegacia de Furtos e Roubos divulgaram ontem que foi preso o principal suspeito de ter assassinado o escritor paranaense Wilson Bueno, de 61 anos, crime ocorrido no início desta semana em Curitiba. Segundo a Polícia Civil, Cleverson Petrecelli Schimitt, de 19 anos, foi detido em sua casa, em Fazenda Rio Grande (Região Metropolitana), na noite de quarta-feira. Ele teria cometido o crime em razão de uma dívida de R$ 130. O rapaz confessou o assassinato.
O delegado chefe da DFR, Silvan Rodney Pereira, informou que a investigação começou a partir do talão de cheques da vítima, em que constava o nome de Schimitt. Wilson Bueno foi encontrado morto em sua casa, no bairro Tingui, na segunda-feira. Ele havia sido assassinado com uma facada no pescoço. Da casa, foram levados dois celulares e uma máquina fotográfica. ''Ele (Schimitt) usou um dos celulares para chamar um táxi em Fazenda Rio Grande. Rastreamos a ligação e isso ajudou também a localizá-lo'', disse o delegado.
Segundo as informações apuradas pela polícia, Cleverson Schimitt e Wilson Bueno se conheceram numa sauna em Curitiba, na sexta-feira da semana passada. O escritor teria oferecido ao jovem uma quantia para que ele demolisse uma casa de madeira da família dele. No sábado, Bueno entregou um cheque de R$ 130 a Schimitt. O rapaz teria trocado o documento em um estabelecimento comercial em Fazenda Rio Grande e utilizado o dinheiro para comprar um botijão de gás. No domingo, o escritor teria ligado para Schimitt e dito que iria sustar o cheque.
Irritado, o rapaz foi à casa do escritor, onde eles teriam discutido. O jovem teria, então, apanhado uma faca na cozinha e assassinado Bueno. Em entrevista ontem à tarde, na DFR, Schimitt afirmou que o cheque de R$ 130 era referente a R$ 70 para um ''programa'' e o restante seria um adiantamento pela demolição da casa. O rapaz relatou que o escritor não lhe disse porque iria sustar o cheque.
Na entrevista, o suspeito afirmou que, quando chegou à casa de Bueno, sentiu um cheiro forte de maconha. Ao perguntar sobre isso ao escritor, este teria se irritado e tentado agredi-lo; na suposta briga, teria ocorrido o golpe que matou Bueno. Schimitt disse que não pretendia matar o escritor e que havia apanhado a faca apenas para ''cobrar a dívida''. O jovem relatou que levou os celulares e a câmera para revendê-los, com o objetivo de cobrir o cheque sustado.


