Curitiba - O que era para ser apenas uma briga de trânsito acabou na morte de Anderson de Andrade Godoi, 19 anos, pouco antes da 1 hora da manhã de ontem. A situação ocorreu em frente a uma universidade, no bairro Santo Inácio, em Curitiba. De acordo com a Delegacia de Homicídios, tudo começou com uma colisão leve entre um Ford Focus e uma Parati.
Testemunhas afirmaram que os dois condutores discutiam quando a vítima chegou para separar a briga e foi alvejada com tiros no peito disparados por um dos condutores. Há informações de que mesmo a vítima já no chão, o atirador ainda teria disparado mais dois tiros. Os dois motoristas dos veículos fugiram após o acontecido. A região onde ocorreu o crime tem vários bares, além da universidade. A polícia espera encontrar provas nas imagens das câmeras de segurança desses estabelecimentos.
O delegado Maurílio Alves, da Delegacia de Homicídios, passou a madrugada em diligências e, até o fechamento desta edição, ainda não havia obtido esclarecimento sobre o crime. Os dois carros envolvidos na colisão foram apreendidos pela polícia.
Segundo o psicólogo José Antonio Garcia, situações extremas como essa acontecem porque as pessoas, quando têm seu ''território violado'', geralmente apresentam reações de hostilização. A forma como essa invasão é recebida varia de acordo com a capacidade que o indivíduo tem de lidar com a situação. ''Tudo vai depender de como a pessoa estará no momento do ocorrido, de como foi o dia dela, em qual realidade ela vive, como se desenvolveu emocionalmente'', explica.
Garcia diz ainda que o ideal é sempre dar espaço ao outro, porque quanto mais afastado, mais o indivíduo vai se acalmar. ''Se a pessoa se sentir ameaçada, como é o caso de alguém revidar diante de uma situação ou até mesmo tentar separar uma briga, as consequências podem ser drásticas. Nesse momento, é disparado o mecanismo de agressão e, dependendo do caso, pode não haver limites'', acrescenta.

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