Foz do Iguaçu - O adolescente de 14 anos que invadiu um colégio estadual em Foz do Iguaçu (Oeste) e disparou três tiros no interior de uma sala de aula foi apreendido na tarde de quinta-feira na casa de parentes no Jardim Jaqueline, na Zona Norte de Foz do Iguaçu (Oeste). Ele foi encaminhado para o Centro de Socioeducação (Cense).
Segundo o cabo José Vanderlei Ferrari, da Patrulha Escolar, aparentemente a intenção do menor não era machucar ninguém. ''Dos três tiros, dois falharam e o outro atingiu a janela. Ele não atirou na direção de nenhuma pessoa'', afirmou o cabo, que atendeu a ocorrência na noite de quarta-feira. O adolescente pulou o muro e invadiu o colégio com um revólver calibre 32.
O jovem alegou que queria dar um susto na namorada. No momento do incidente, ela estava ensaiando para uma apresentação de dança com outro garoto. ''A atitude foi motivada por ciúmes e ao que tudo indica o casal havia brigado anteriormente'', destacou.
Para a socióloga Jaqueline Ferreira, de Londrina, é cada vez mais comum verificar atitudes violentas entre os adolescentes, especialmente diante de frustrações. ''A questão da violência não é nova, mas ganhou maior visibilidade nos últimos tempos'', declarou.
Apesar de não existir uma única situação geradora de atitudes extremadas, a socióloga acredita que o fato de o adolescente estar em processo de construção e consolidação de sua identidade pode contribuir para esse tipo de comportamento. ''Nessa fase, a família, enquanto uma das instituições de socialização, tem um peso grande na construção da forma de agir. Mas nesse processo o adolescente irá se aproximar de grupos que poderão exercer uma influência mais forte sobre ele'', apontou Jaqueline, ressaltando que é preciso avaliar quais são os modelos de comportamento passados para essa geração, seja pela família, mídia, escola e Estado.

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