Curitiba - Cinco dias depois do crime que chocou a comunidade acadêmica do Estado, a Secretaria de Segurança Pública anunciou a apreensão de um adolescente de 17 anos que teria confessado o assassinato da pró-reitora de pesquisa e pós-graduação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Maria Benigna Martinelli de Oliveira. O rapaz foi encontrado em casa, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
No 1º Distrito Policial, para onde foi levado inicialmente, o jovem disse ter sido convencido ''por um amigo'' a praticar o primeiro assalto de sua vida. Ele negou que seja usuário de drogas, contou que vive com a mãe e três irmãos maiores e que é aluno de uma escola pública estadual de Pinhais. ''Estou arrependido desde o momento em que atirei contra ela'', disse.
O adolescente contou ainda que atirou contra a pró-reitora porque ela reagiu.''Ela ficou batendo com a bolsa em mim, dizendo que ia me matar'', afirmou.
Segundo a polícia, que apreendeu a moto, os capacetes e as roupas usadas no crime, o assalto foi planejado por Sérgio Ferreira, 26, e por Airton dos Santos, 39. Tita, como Airton é conhecido, estaria dentro do banco de onde Maria Benigna sacou R$ 4,2 mil e teria avisado aos comparsas que seguiram a vítima até a casa onde a professora foi baleada. Os dois estão foragidos. O adolescente poderá passar até três anos cumprindo medidas socioeducativas.

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