Os cerca de nove mil moradores de Marilândia do Sul (a 34 km ao sul de Apucarana) estão chocados com um crime que parou a cidade. Um adolescente de 16 anos é acusado de ter matado os avós maternos e dois primos, de 7 e 11 anos, entre a noite da última quinta-feira e a manhã de ontem. A chacina foi cometida em um sítio do distrito de São José, na zona rural do município, onde o jovem e os familiares moravam.
Após os assassinatos, o adolescente trancou a casa, tomou um ônibus e foi à escola. Durante a manhã, uma vizinha encontrou os moradores mortos e avisou a Polícia Militar. Pouco depois, o rapaz foi localizado, apreendido e encaminhado à delegacia local.
Informações da Polícia Civil apontam que o jovem usou diversos objetos para assassinar os parentes, entre eles facão, martelo, machado e até um taco de beisebol. Durante um interrogatório preliminar na Delegacia de Marilândia do Sul, o adolescente disse que sofre de problemas psicológicos e que ontem não teria tomado seus remédios.
No final da tarde de ontem, os policiais providenciavam a transferência do suspeito para a 17ª Subdivisão Policial, em Apucarana. De acordo com o delegado chefe José Aparecido Jacovós, o rapaz ainda apresentava sinais de estar passando por um surto psicótico. Desta forma, o interrogatório oficial só deverá ser realizado nos próximos dias. A polícia suspeita de que o adolescente tenha matado os familiares enquanto todos dormiam. "A polícia vai investigar se há outras pessoas que possam ter influenciado o menino a cometer os assassinatos. Todo o círculo de amizade e familiares serão ouvidos, mas, aparentemente, trata-se realmente de um surto psicótico", lamentou.
O delegado comparou o caso à chacina da família Pesseghini, ocorrida no dia 5 de agosto de 2013, na zona norte de São Paulo, em que cinco pessoas morreram. Um menino de 13 anos, filho do casal, teria atirado nos pais, na avó e na tia-avó e cometido suicídio. "São casos mais de saúde mental do que de Segurança Pública", analisou.

LONDRINA

Dois homens e uma mulher foram presos ontem acusados de ter usado cartões de crédito clonados para aplicar golpes no comércio de Londrina. De apenas uma loja, em um shopping da cidade, o trio conseguiu levar cerca de R$ 150 mil em peças de roupas. Segundo o investigador e superintendente da 10ª Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, Vanderlan Luiz Melo, os três também compraram uma carga de shake emagrecedor e diversos suplementos alimentares em estabelecimentos dos bairros São Lourenço, Piza e Saltinho, todos na zona sul da cidade. O trio foi ouvido ao longo da tarde e liberado. Os nomes não foram divulgados pela Polícia Civil.

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