São Paulo, 14 (AE)- Os dois principais jornais norte-americanos destacaram na edição desta sexta-feira a retração menor do que a esperada da economia brasileira no primeiro trimestre. Sob o título "A economia brasileira mostra resistência, diz relatório", o New York Times ressalta que o país "desafiou previsões pessimistas de estagnação" e mostrou "supreendente resistência aos efeitos da crise monetária" de janeiro.
Ontem, o IBGE divulgou queda de 1% no PIB no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado e elevação de 1,02% em relação ao quarto trimestre de 1998. O desempenho econômico do Brasil "foi melhor do que pensei e sou um dos caras mais otimistas de Wall Street", disse Ernest W.Brown, economista-chefe do Morgan Stanley Dean Witter & Co., ao The Wall Street Journal. Brown havia previsto contração de 2,5% no PIB no primeiro trimestre, enquanto a maior parte dos economistas de Wall Street esperava queda de 4%, diz o Journal.
Brown inclusive suavizou as projeções do PIB para o segundo trimestre, para queda de 2%. O The Wall Street Journal pondera, no entanto, que alguns economistas ainda não estão prontos para fazer revisões otimistas em suas projeções da economia brasileira. "A situação macroeconômica do Brasil é muito melhor agora do que em janeiro ou fevereiro, mas ainda é cedo para dizer que tudo está resolvido", disse o economista brasileiro Roberto Olinto ao Journal.
O NYT diz que as previsões para o ano melhoraram, citando novas projeções de queda de entre 1% a 2% no PIB em 1999
contra retração de até 6% prevista anteriormente.

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