Nova York, 17 (AE-DOW JONES) - As ações norte-americanas estão sobrevalorizadas e em níveis próximos aos anteriores ao "crash" de 1987 da Bolsa de Nova York segundo modelo matemático do Fed, diz o The Wall Street Journal. De acordo com o cálculo matemático, que compara o yield dos bônus de dez anos com o yield do ganho das ações, o mercado estava 39,2% sobrevalorizado na sexta-feira. Em agosto de 1987, estava 39 8%.
O modelo foi utilizado por Alan Greenspan, presidente do Fed, em seu depoimento no Congresso em 1997, aquele em que empregou o termo "exuberância irracional" para definir a valorização excessiva das ações em Wall Street. "Há um certo "deja vu", uma vez que a quebra do mercado em 1987 foi provocada pelo recuo no yield dos Treasuries", disse Ed Yardeni, economista-chefe do Deutsche Bank Securities, ao WSJ.
Outro economista ouvido pelo Journal disse que a comparação entre ações com as taxas de juro tem subestimado o peso do mercado de ações nesta década, em parte porque os investidores de Treasuries têm superestimado a inflação. Abby Joseph Cohen, estrategista da Goldman, Sachs & Co. afirmou ao Journal que os investidores teriam perdido uma "excepcional oportunidade de compra" em 1994 se tivessem acreditado na perspectiva de inflação do mercado de Treasuries.
Ela diz que os investidores de Treasuries novamente supereagiram às mais recentes indicações de inflação, em referência ao mercado de títulos do Tesouro dos EUA na sexta-feira, que caiu forte por causa do índice de preços ao consumidor e do indicador de produção industrial. "Em agosto último, muitas pessoas estavam precificando as ações como se uma notável recessão estivesse por vir e agora estão precificando as ações como se a economia global estivesse entrando em um período de aceleração rápida da inflação.
Para o estrategista do PaineWebber, Ed Kerschner, o modelo é "ingênuo". Ele disse ao Journal que seria melhor comparar o preço das ações ao valor descontado dos ganhos futuros. Ele conclui que as ações estão entre 5% a 10% sobrevalorizadas agora
bem abaixo dos níveis de 35% em 1987 e de 40% em 1994. Outro estrategista argumenta ao Journal que, no crash de 1987, a elevação repentina do juro pelo Fed fez com que o mercado não mais pudesse ignorar a sobrevalorização. "Não sei se estamos neste ponto agora, mas próximo dele", disse.

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