Nova York, 28 (AE-DOW JONES) - Apesar da recente apreciação do iene em relação ao dólar, as autoridades monetárias do Banco Central norte-americano não devem elevar as taxas de juros na reunião da próxima terça-feira, dia 5, diz artigo do Wall Street Journal.
Segundo o artigo, alguns membros-votantes do Federal Reserve demonstraram, em declarações recentes, que as preocupações em relação à alta da moeda japonesa não devem ser decisivas para a adoção de política monetária mais rígida.
"É certamente apropriado que as pessoas estejam preocupadas em relação ao dólar, mas não devemos nos centrar apenas em um aspecto e tirá-lo do contexto", disse Edward Boehne, presidente do Fed da Filadélfia e membro-votante do comitê de política monetária. "Quando olho para a economia, tento observá-la como um todo e acredito que, de modo geral, a economia está razoavelmente em boa forma", completou.
O diretor do Fed, Ed ward Gramlich, afirmou, em entrevista no último mês, que o "dólar encontra-se de modo geral estável". O Journal destaca, no entanto, a opinião do presidente do Fed de São Francisco, Robert Parry, de que "a importância do dólar, em termos de manutenção da inflação sob controle, tem sido significante".
Segundo o WSJ, na reunião do G-7 houve um trabalho para persuadir o Japão a flexilizar sua política monetária, por meio da ampliação da base monetária, para enfraquecer a moeda japonesa. De acordo com o Journal, economistas acreditam que uma intervenção conjunta teria impacto temporário e pequeno no mercado de moedas. Por isso, diz o Journal, o secretário do Tesouro dos EUA, Lawrence Summers, juntou-se aos Ministros das Finanças e representantes dos Bancos Centrais do G-7 para pressionar o Japão a colocar mais dinheiro na economia. As autoridades norte-americanas consideram que a questão d o fortalecimento recente do iene é um problema que pertence mais ao Japão do que aos EUA, diz o Journal.

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