Jospin prepara reforma Do correspondente Reali Júnior
Paris, 22 (AE) - Depois de três anos no cargo, o primeiro-ministro socialista da Franca, Lionel Jospin, deverá acelerar a reforma de seu gabinete. Inicialmente prevista para outubro, ela poderá ser anunciada já neste fim de semana, após a reunião que a União Européia fará amanhã e depois em Lisboa.
Essa aceleração se deve à ausência de resultados das reformas da administração fiscal e do ensino, mas também é movida pela vontade de preparar uma equipe para durar até a eleição presidencial de 2002.
Os ministros da Economia, Christian Sautter, e do Orçamento, Florence Parly, são demissionários, e a cabeça do ministro da Educação, Claude Allegre, é exigida por professores, alunos e pais de alunos. Outro nome na berlinda é o do ministro da Função Pública, Emilio Zucarelli.
Não é só a oposição conservadora que tem procurado aprofundar essa crise do gabinete com o objetivo de tirar proveito do enfraquecimento do governo.
Mesmo no Partido Socialista, os rumores são persistentes sobre a iminente reforma ministerial, cujo objetivo seria dar novo fôlego à equipe de Jospin, a qual teria a responsabilidade de preparar a eleição e a candidatura do dirigente.
Por isso, chegou a hora de unir as diversas tendências do partido em torno de um governo disposto a participar da eleição, atraindo alguns dos "elefantes" do PS, antigos caciques mitterrandistas que até agora foram mantidos a distância por Jospin, entre eles Laurent Fabius, presidente da Assembléia Nacional, um dos nomes citados para o Ministério da Economia.
Hoje, Jospin admitiu implicitamente a reforma, mas evitou confirmar se sua decisão é ou não iminente. Para ele, uma reforma ministerial é como uma desvalorização: "Não se anuncia. Só se fala depois de feita."





