Jornalistas bolivianos denunciam pressões e exigem garantias
La Paz, 14 (AE-AP) - àrgãos sindicais e grêmios de jornalistas pediram hoje (14) ao governo garantias para o exercício da profissão e da liberdade de imprensa, devido a supostas ameaças contra alguns de seus afiliados.
O secretário-executivo do Sindicato de Trabalhadores da Imprensa de La Paz, Freddy Morales, disse que, nos últimos dias, diversos jornalistas foram vítimas de pressões e ameaças por parte de desconhecidos.
Segundo ele, o jornal Presencia recebeu falsas ameaças anônimas de bomba, e sua chefe de informações, Gloria Eyzaguirre
denunciou ter sido vigiada por desconhecidos e recebido ameaças telefônicas contra sua vida e a de sua filha. A hostilidade foi atribuída à publicação de informações de inteligência militar e policial.
O diretor do Presencia, Mario Frías, disse que isso não alterará a linha informativa do diário.
Desde o início do estado de sítio, no último sábado, diversas rádios rurais foram caladas pelos militares, algumas delas pertencentes aos sindicatos agrários e à Igreja Católica.
Em Cochabamba, 500 quilômetros ao sudeste de La Paz, onde foram iniciados os protestos na semana passada, foi cortada a energia elétrica no setor onde situam-se as antenas da maioria das emissoras de rádio e televisão locais.





