Curitiba - A jornalista, ambientalista e escritora Teresa Urban morreu aos 67 anos na noite de quarta-feira no Hospital Vita, em Curitiba. Ela sofreu um infarto na madrugada de terça-feira e estava internada desde então.
Teresa nasceu em Curitiba, em 1946, e se formou em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Foi militante em grupos de resistência à ditadura militar, como a Ação Popular (AP) e a Política Operária (Polop). Entre 1970 e 1974, chegou a ser torturada e acabou se exilando no Chile.
Trabalhou no jornal Voz do Paraná, da Arquidiocese de Curitiba, na revista Veja, na sucursal do Estado de S. Paulo em Curitiba e na Folha de Londrina, onde foi chefe de redação entre 2000 e 2002. Escreveu mais de 20 livros, incluindo o recém-lançado suspense "Dez Fitas e um Tornado".
Teresa dedicou-se à causa ambiental e foi uma das pioneiras na cobertura do tema. Criou a Rede Verde, rede de notícias que transmite pelo rádio informações ambientais para todo o Paraná. Ainda atuou no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conam) e desenvolveu projetos em conjunto com organizações como a Sociedade de Pesquisa da Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) e a SOS Mata Atlântica. O corpo da jornalista foi cremado ontem em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba.

Homenagens
O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), disse que Teresa Urban deixa uma lacuna na cidade e no País. "Teresa foi pioneira na discussão de temas relacionados à sustentabilidade, que hoje estão no centro das preocupações de todos os governantes. Com seu senso crítico e sua inteligência aguda, ela vai fazer muita falta para a cidade", afirmou.
A morte de Teresa também foi lamentada durante a abertura da sessão plenária de ontem na Câmara. A jornalista auxiliou nos estudos para as reformas da Lei Orgânica do Município e do Regimento Interno da Casa, onde defendeu a criação da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

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