Jornalista policial é espancado em um bar até a morte no Pará
PUBLICAÇÃO
sábado, 20 de maio de 2000
Agência Estado De Belém 
O jornalista Josemar Baía, de 37 anos, repórter policial do jornal A Província do Pará, foi morto a socos e pontapés ontem, por dois homens, um deles investigador da Polícia Civil.
Os assassinos, o investigador Luiz Sérgio Torres, e o fabricante de chaves Jorge Elias Moraes Rodrigues, o Jorjão, estavam armados e bebendo em um bar em Icoaraci, distrito de Belém, em companhia de Maria de Nazaré Leal, a Zaza, mulher do jornalista. Baía foi tomar satisfações, deu um tapa na mulher e foi espancado até morrer, na frente dos fregueses. O enterro foi ontem, em Belém.
Testemunhas disseram na polícia que foram impedidas pelos criminosos de socorrer o jornalista, um rapaz baixo e franzino. Eles apontavam os revólveres e diziam que atirariam se alguém se metesse, contou o motorista de táxi Manoel Siqueira Nunes. Outras pessoas acusaram Maria de Nazaré de incitar o crime. Ela teria gritado para que os dois homens o espancassem.
A família do jornalista disse que o casal brigava constantemente e que Maria de Nazaré havia jurado o companheiro de morte. O pessoal da redação vivia dizendo ao Josemar para largar essa mulher, lembrou o editor de A Província do Pará, Paulo Jordão. Torres e Maria de Nazaré estão presos. O outro acusado está foragido.
O Sindicato dos Jornalistas do Pará e a Ordem dos Advogados (OAB) divulgaram nota protestando contra o crime.


