Curitiba - A repórter da FOLHA Mariana Franco Ramos participou ontem, durante a I Jornada Nacional Mulher Viver sem Violência, em Curitiba, do painel que analisou o papel dos meios de comunicação no enfrentamento à violência de gênero. Membro do Coletivo de Jornalistas Feministas Nísia Floresta, que reúne mais de 40 profissionais do Paraná, ela discorreu sobre a necessidade de se adotar uma cobertura mais propositiva e contextualizada em relação ao tema.
A mesa foi composta pela também jornalista Juliana de Faria, da campanha Chega de Fiu-Fiu, pela estudante de Jornalismo Bruna de Lara, que criou a rede Livre de Abuso, e pela pesquisadora Beatriz Accioly, do Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo (USP). Em sua apresentação, Mariana disse ser preciso romper com a "lógica" midiática de invisibilidade, opressão e objetificação de mulheres, sobretudo de negras, lésbicas e transexuais.
Ela listou algumas dicas, que podem ser adotadas mesmo na produção de matérias factuais, como a utilização de uma linguagem inclusiva, que não culpabilize as vítimas, a priorização de fontes mulheres, de preferência especializadas em gênero e raça, a divulgação dos canais de denúncia e a nomeação correta das ocorrências - "homicídios de mulheres são feminicídios, e não crimes passionais, enquanto sexo sem consentimento nada mais é do que estupro". (Reportagem Local)

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