Imagem ilustrativa da imagem Jornalista coleciona edições históricas da imprensa brasileira
| Foto: Arquivo Pessoal



Um jornal tem história. A história tem jornais. Com dezoito anos, João Renato Amorim ganhou seu primeiro periódico de presente: uma edição do jornal O Estado de S. Paulo, o "Estadão", justamente no dia de seu nascimento, dia 23 de outubro de 1993. O presente foi dado pelo pai e deu início a coleção de jornais, que ganhou recentemente a edição comemorativa dos 70 anos da Folha de Londrina, comemorado no último dia 13 de novembro.

Formado em 2017 em jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes, Amorim sempre foi um apaixonado pelo jornal impresso. "Tive contato com periódicos desde criança, foi algo muito natural na minha infância", contou em entrevista à FOLHA. Quando criança, ele morava em uma casa dentro da propriedade de uma fábrica de corte e dobra de aço, e o dono da empresa era assinante do "Estadão". Seu pai trabalhava na indústria e frequentemente trazia jornais de lá. "Eu não acho que tenha sido influência do meu pai. Não lembro ao certo como comecei este fascínio, mas ele me acompanha até hoje. Até fiz faculdade de jornalismo por conta disso."

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| Foto: Arquivo Pessoal



São 87 edições de jornais brasileiros guardados até o momento. Amorim separa seus jornais em quatro seções: geral, política, esporte e edições especiais. Nas edições "gerais", guarda-se fatos históricos e acontecimentos ímpares. Na política , ele coleciona periódicos desde 2008. Na seção de esporte, os jornais relembram os fatos de uma de suas grandes paixões: o futebol. Já no segmento de "edições especiais" há periódicos de datas comemorativas, bem como aniversários de jornais.

Por conta de seu amor pelos impressos, o colecionador e jornalista fez questão de armazenar a edição especial de 70 anos da FOLHA. "Parabenizo a capa especial de 70 anos da Folha de Londrina. Eu adorei. Pegaram uma driagramação do passado e casaram com a atualidade. Mostra a importância que o jornal tem para a comunidade, do passado ao futuro, ainda mais um jornal de 70 anos", afirmou o colecionar, que recebeu a edição histórica pelos Correios na cidade de Arujá (SP).

Além da FOLHA, o colecionador também guarda outros periódicos paranaenses e também jornais internacionais. "São os jornais que guardam a memória das décadas passadas, eles têm seu valor e vão continuar a ter, mesmo com as mudanças na imprensa atual." Muito apaixonado pela história da imprensa, sobretudo do jornalismo brasileiro, Amorim guarda essas edições para preservar a memória do País. "Os jornais retratam a imagem de um país, seja moda, esporte, política. Guarda a memória", destaca.

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Para ajudar na preservação dos jornais, Amorim usa sacos plásticos e conserva os papéis longe da luz, para que não transpirem. Com muito cuidado e dedicação, o colecionar afirma que a história do jornalismo brasileiro é muito rica e precisa ser preservada, "Se você quiser saber sobre o Brasil de 1920, terá que olhar em jornais. Eles guardam nossa cultura." (*Sob supervisão do editor on-line, Rafael Fantin)

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