O jornalista José Carlos Mesquita, de 39 anos, foi assassinado na noite de anteontem em Porto Velho, RO, por volta das 19 horas (horário local), com três tiros, em frente a sede da TV Ouro Verde (filiada a CNT), em Ouro Preto D’Oeste (RO). Mesquita era proprietário da emissora e apresentava, desde 1993, o programa ‘‘Espaço Aberto’’.
Segundo testemunhas, o jornalista foi abordado por três homens desconhecidos, que antes se encontravam sentados na calçada do estúdio de tevê. ‘‘De início, eles anunciaram o assalto, mas em seguida atiraram no jornalista’’, contaram. Mesquita foi atingido no pescoço, no rosto e nas costas. Ele teve morte imediata.
O delegado de Ouro Preto, Márcio Mendes, e o comandante da Polícia Militar, tenente Luiz Ferreira, ainda não têm pistas dos assassinos. A Polícia Civil já está com as fitas de vídeo dos últimos três programas de Mesquita, onde ele faz denúncias ao sistema de táxi-lotação implantado no município. Nesses programas, Mesquita fazia a defesa do táxi-moto.
A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas de Rondônia (Sinjor) divulgaram ontem nota cobrando das autoridades a elucidação do assassinato do jornalista. ‘‘Morto de forma cruel e traiçoeira, Mesquita foi mais uma vítima da violência que atinge profissionais de imprensa neste País. Ele foi vítima de um crime sob encomenda, em pleno exercício da profissão, motivo pelo qual deixa a categoria rondoniense extremamente preocupada com o clima de insegurança, já que se trata de mais uma tentativa de intimidação visando amordaçar a imprensa regional’’.
Na nota, a Fenaj menciona ainda os crimes contra jornalistas ocorridos no Sul da Bahia, considerada uma das regiões brasileiras de mais alto risco para o exercício da profissão. Segundo a entidade, nenhum dos dez assassinatos de jornalistas ocorridos nos últimos sete anos teve as investigações concluídas. Tanto os mandantes quanto os assassinos ainda estão soltos.

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