Jornal é destaque na Região Sul
A Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi) monitora 52 jornais e nove revistas publicadas em todo o Brasil e divulga semestralmente a Pesquisa Andi - Infância na Mídia. De acordo com o último levantamento da Andi, referente ao segundo semestre de 1998, a Folha de Londrina/Folha do Paraná foi o segundo jornal mais atuante na região Sul, atrás apenas do Zero Hora, de Porto Alegre (RS).
A Pesquisa Andi - Infância na Mídia é realizada com o apoio do Instituto Ayrton Senna e do Unicef. A pesquisa analisou 13.489 matérias publicadas em todo o país. Desse total, 37,94% das reportagens foram dedicadas à apresentação de experiências bem-sucedidas de combate à exclusão social de crianças e adolescentes brasileiros. A Folha, como comprovam os levantamentos realizados, vem ampliando cada vez mais sua atuação nesta área. No segundo semestre de 1997, ocupava a 21ª colocação no ranking nacional dos jornais mais atuantes, passou para o 17º no 1º semestre de 98 e alcançou o 10º lugar na última Pesquisa Andi - Infância na Mídia. Em número de matérias dedicadas à busca de soluções para os problemas da infância, a Folha ficou em 11º lugar.
Para a Andi, a busca de soluções deve ser valorizada pela mídia tanto quanto as denúncias de omissões. Entre os temas mais abordados pelos jornais e revistas estão educação, direitos e justiça, saúde, violência, comportamento, políticas públicas, exploração e abuso sexual, cultura e esportes, drogas, exploração do trabalho, meninos e meninas de rua, portadores de necessidades especiais, crianças desaparecidas, mortalidade infantil e meio ambiente.
Geraldinho Vieira, diretor-executivo da ANDI, afirma que os temas da criança e do jovem possibilitam à mídia tocar a alma e mobilizar a consciência de seus leitores, enquanto criam oportunidades para a investigação das raízes da desigualdade, pressionando a revisão de prioridades em políticas públicas.
O editor de Análise de Mídia da Andi, Marco Túlio Alencar, classifica a atual cobertura jornalística sobre crianças e jovens como remotivadora da denúncia, pois empresta novas cores e dá substância às investigações. Se o retrato que oferecemos do comportamento editorial permitir aprofundar o compromisso com o desenvolvimento social justo e enriquecer o exercício da missão jornalística, estaremos recompensados, afirma ele.





