A advogada Jorgina Maria de Freitas Fernandes encaminhou um documento à Corte Suprema de Justiça da Costa Rica pedindo que seja desconsiderado o habeas-corpus impetrado em favor dela por Oscar Mirillo García. O texto, desistindo do habeas-corpus, foi entregue ontem na Corte pelo advogado Jorge Granados Moreno, que também entrou com uma petição de impugnação do termo de compromisso para a extradição, apresentado pelo governo brasileiro.
Oscar Mirillo García, pessoa desconhecida no processo, diz-se advogado, mas não está registrado no Colégio de Advogados da Costa Rica. No habeas-corpus, ele alega que Jorgina estaria sofrendo perseguição política no Brasil e o País não tem tratado formal de extradição com a Costa Rica. ‘‘Soube que esse García frequenta o presídio Bom Pastor, onde está Jorgina, e seria amigo de algumas detentas’’, disse o advogado de Jorgina no Brasil, Felipe Amodeo.
Moreno e Amodeo acreditam que o habeas-corpus só atrapalha o caso. Os dois advogados decidiriam pedir, em juízo, a impugnação do documento de compromisso para a extradição entregue anteontem pelo embaixador do Brasil na Costa Rica, João Carlos Souza Gomes, ao chanceler costa-riquenho Rodrigo Carreras e ao juiz Gerardo Arturo Rojas Fernandez. No documento, o representante do Itamaraty repete os termos da sentença, mas diz que fará tudo de acordo com as leis e a Constituição.
Para o advogado Amodeo, o termo tem brechas para futuras contestações da Justiça brasileira.

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