Jorge Delmanto é condenado por falsificação de documentos; advogado vai recorrer
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segunda-feira, 09 de agosto de 1999
Por Brás Henrique, especial para a AE 
Ribeirão Preto, SP, 10 (AE) - O advogado Jorge Delmanto Bouchabkia foi condenado a dois anos de prisão e pagamento de multa por falsificação de documentos. A acusação refere-se ao tempo em que ele estudava na Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp, no interior de São Paulo. Esta é a primeira condenação de Jorginho, que chegou a ser acusado pela morte de seus pais, na véspera do Natal de 1988, no caso que ficou conhecido como o crime da Rua Cuba. Na época, ele foi inocentado por falta de provas.
O advogado de Jorginho, Lázaro Sanseverino Filho, lamentou ser "intimado" da sentença do juiz Guacy Sibille Leite pela imprensa e adiantou que irá recorrer da decisão, tal logo seja tome conhecimento oficialmente. A sentença é 16 de julho. De acordo com a denúncia, o agora avogado teria teria utilizado cheques roubados para pagar suas mensalidades do curso de Direito e também de três amigas em 1992. Os cheques eram da funcionária da universidade, Ênia Luciane Marques da Silva. Exames grafotécnicos confirmaram que Jorginho e Marcelo Ferreira de Paiva falsificaram as assinaturas de Ênia - três deles por Paiva e quatro, somando cerca de US$ 1,5 mil, por Jorginho.
"Estranho esse alarido, esse escândalo da Justiça de Ribeirão Preto, por mostrar que o Jorginho da Rua Cuba não fugiu da punição na cidade", comentou Sanseverino Filho, acreditando que irá absolver seu cliente em recurso que será encaminhado ao Tribunal de Justiça (TJ), em São Paulo. "O Jorginho é vítima nesse caso e essa condenação nada significa", disse o advogado.
O juiz determinou a substituição da pena por pagamento de um valor igual à multa estabelecida para a Associação de Pais e Amigos do Excepcional (Apae), além de prestação de serviços à comunidade - os valores somados representam cerca de R$ 55 mil. "Eu só sei disso pela imprensa". Jorginho foi transferido do curso de direito para São Paulo, onde formou-se e exerce a profissão. Procurado pela reportagem, ele não retornou a ligação.


