Amã, 09 (AE-REUTERS) - Milhares de jordanianos, desde empresários até membros de tribos de beduínos, formaram fila nesta terça-feira (09) para oferecer suas condolências ao rei Abdullah ao se encarregar de um país que durante quase meio século conheceu apenas o governo de seu pai.
Um dia após os funerais do rei Hussein, que morreu em decorrência de um câncer linfático aos 63 anos, longas filas formaram-se no palácio para conhecer o novo governante.
Uma das filas levava até a Sala do Trono do Palácio Raghadan, onde Abdullah, os outros quatro príncipes que Hussein deixou e outros líderes recebiam as condolências.
A segunda fila levava a uma sala no Palácio Basman onde estavam a rainha Noor, a princesa Basma - única filha de Hussein - e outras parentes do sexo feminino. A princesa Muna, segunda esposa de Hussein e mãe de Abdullah, estava com outras mulheres em uma sala contígua.
"Estou aqui para prestar minhas condolências à Sua Majestade, que tenha longa vida, pela morte de seu pai", disse um Beduíno de cerca de 50 anos.
O rei Hussein foi enterrado ontem em um funeral de estadista no qual compareceram os principais líderes mundiais. Dezenas de milhares de pessoas seguiram o itinerário do funeral chorando, jogando flores ou acenando em sinal de despedida ao único rei que haviam conhecido.
Comentários internacionais refletiram satisfação pelas políticas de Hussein, sublinhando seu acordo de paz com Israel em 1994, e expressavam esperança de que Abdullah também consiga sustentar a paz e a estabilidade.
A multidão desta terça-feira era tão heterogênea como a própria população da Jordânia: ninguém foi excluído e, apesar do número de pessoas, o novo rei não interrompeu nenhuma pessoa que desejasse falar.

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