Curitiba- Uma das jóias apreendidas na operação batizada de ''Aladim'', na última terça-feira, reforçou a suspeita da polícia de que comerciantes de Curitiba e São Paulo receptavam mercadoria roubada. A peça de uma das coleções da Christian Dior foi avaliada, ontem, pelo presidente da Associação dos Relojoeiro e Joalheiros do Paraná, Tufi Geara, a pedido dos investigadores. O especialista constatou que o número do registro da jóia (medida de segurança adotada em peças de valor elevado) estava raspado.
De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública, o Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce) e o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) abrirão inquérito para investigar a procedência das jóias apreendidas em São Paulo, na casa do iraniano Amir Sharouzi, ex-sócio da Medalhão Persa Ltda., uma das empresas investigadas.
''Também encontramos cerca de três mil dólares em notas miúdas que podem evidenciar o comércio ilegal de ouro. Vamos apurar todas as ações desta empresa'', afirmou o coordenador do Nurce no Paraná, delegado Sérgio Sirino, em nota distribuída pela Agência Estadual de Notícias. Cerca de 86 mil riais (moeda Iraniana), que equivalem a apenas R$ 15,00, e mais de R$ 13 mil em cheques também foram apreendidos.
Sirino também pedirá mandado judicial para abertura de dois cofres, de duas toneladas cada um, encontrados na loja do Medalhão Persa, em um shopping de Curitiba. Segundo Sirino, os responsáveis pela loja estariam dificultando o acesso da polícia a estes cofres. Um dos cofres guardaria, inclusive, uma estatueta do Oscar, avaliada em R$ 300 mil.
Um inquérito anterior à Operação Aladim, aberto pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), apura o caso de uma mulher que identificou uma jóia que havia sido roubada em uma vitrine da loja Medalhão Persa em um shopping center de Curitiba.

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