John Major reconhece que teve uma amante
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sábado, 28 de setembro de 2002
France Presse 
Londres - O ex-primeiro-ministro conservador John Major, que baseou seu mandato (1990-1997) no retorno aos valores morais, reconheceu que teve uma relação adúltera com uma colega antes de entrar em Downing Street, informou ontem o jornal The Times.
O jornal publica uma entrevista da ex-secretária de Estado Edwina Currie, na qual a ex-ministra de Margaret Thatcher revela que foi amante de Major durante quatro anos, quando ele era responsável pelo grupo parlamentar conservador e ela uma simples deputada.
Sua relação, que começou em 1984, acabou quando Major assumiu o cargo de diretor do Tesouro no governo de Thatcher, em 1988.
Em um comunicado dirigido ao Times, Major, de 59 anos, reconhece esta relação, ''um dos acontecimentos de minha vida do qual me envergonho e que temia fosse revelado publicamente''.
Major assegura que sua esposa Norma soube dessa relação e o perdoou.
Quando era primeiro-ministro, John Major reclamou em um discurso famoso um ''retorno aos valores essenciais'' na vida pública, o que foi interpretado como uma apologia dos valores morais tradicionais.
Entretanto, seu governo foi afetado por escândalos de corrupção e de relações adúlteras de vários ministros, que tiveram de renunciar.
Essa relação, se houvesse sido revelada antes, teria custado a carreira política de Major e mudado a história política da Grã-Bretanha, disse à BBC o ex-ministro David Mellor, que renunciou devido a uma relação adúltera.
Currie, de 56 anos, assegurou que a publicação de suas memórias não foi uma vingança contra seu ex-amante, embora lembre com amargura que foi ''completamente esquecida'' por Major, que nem sequer a mencionou em sua autobiografia.


