Curitiba - O Palácio Iguaçu distribuiu ontem matéria, no site oficial, sugerindo a vinculação do crime organizado com jogos no Paraná. De acordo com o material veiculado pelo governo Requião, o promotor de Justiça de Mato Grosso, Mauro Zaque, integrante do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado, acredita que há ''estreita ligação dos negócios'' de João Arcanjo Ribeiro o Comendador Arcanjo com o jogo no Paraná.
O promotor é o responsável pela apuração de negócios supostamente ilegais de Comendador Arcanjo, considerado chefe do crime organizado no Mato Grosso. ''Os braços do Comendador Arcanjo eram extensos no Paraná e ele operava no Estado no setor de máquinas caça-níqueis'', diz o promotor na matéria do governo.
Mauro Zaque teria contado ainda que quem montou os negócios do Comendador Arcanjo no Paraná foi o uruguaio Julio Baehs, um dos maiores operadores de máquinas caça-níqueis. Segundo ele, haveria uma articulação com a exploração de bingos. ''A minha experiência em investigações me provou que, em princípio, os bingos não são um mal. Mas em regra estão vinculados ao crime organizado. Têm uma íntima relação'', consta no material do governo.
O promotor mato-grossense explica ainda na matéria oficial que bingos e caça-níqueis são utilizados para a demarcação de território de atuação do crime organizado e para lavagem de dinheiro. ''E descobri ainda que há, no Paraná, vínculos entre o Comendador Arcanjo e o doleiro Alberto Youssef.''

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