O jogador do Grêmio-RS, Mário Figueira Fernandes, 18 anos, que está desaparecido desde sexta-feira à noite, esteve em Londrina entre a madrugada e a manhã do último sábado. A Polícia Civil do Rio Grande do Sul apurou que ele fez um saque no valor de R$ 600 em um caixa eletrônico da cidade e, por isso, pediu apoio ao delegado-chefe da 10Subdivisão Policial, Sérgio Barroso. Policiais de Santa Catarina também estão empenhados nas buscas.
Segundo a polícia gaúcha, o jogador chegou desacompanhado ao Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, às 22h30 de sexta-feira, fez um saque de R$ 600, comprou uma passagem e embarcou em um vôo para Curitiba. Da capital, ele seguiu para Londrina, onde chegou à 1h20 de sábado.
''As imagens das câmeras do aeroporto mostram o jogador desembarcando sozinho. Ele usava camiseta, shorts, tênis e não carregava nenhuma bagagem'', detalhou Barroso, que está auxiliando nas investigações. O delegado disse que o atleta teria permanecido em Londrina até, pelo menos, por volta das 9 horas, horário em que teria feito mais um saque de R$ 600 em um caixa eletrônico do próprio aeroporto. A Polícia Civil paranaense tenta refazer os passos do rapaz em Londrina.
No domingo, Fernandes fez um outro saque de R$ 600, em Florianópolis. Conforme o titular da Delegacia de Homicídios e Desaparecidos de Porto Alegre, Bolívar dos Reis Llantada, as investigações davam conta de que o rapaz teria permanecido na capital catarinense na segunda-feira. Ontem, os policiais tentavam checar o paradeiro do jogador e a hipótese de que ele teria novamente viajado para o Paraná. A família, que vive em São Caetano do Sul (SP), disse à polícia gaúcha que o jovem não tem parentes nem conhecidos em Londrina.
Llantada já descartou a hipótese de sequestro, porque não foi feito nenhum pedido de resgate. O delegado cogitou que o jogador pode ter sumido por vontade própria ou então ter sofrido algum tipo de distúrbio psicológico. A família, no entanto, disse que o rapaz nunca teve nenhum problema do tipo. Fernandes é evangélico e, segundo relatos de amigos e familiares à imprensa gaúcha, é calmo, não bebia e avesso à festas.
O zagueiro é considerado desaparecido desde a noite de sexta-feira, quando fez o último contato com a família. Ele assinou contrato de cinco anos com o Grêmio e havia chegado a Porto Alegre há cerca de 10 dias. Metade do passe ainda pertence ao São Caetano, seu antigo clube.

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