Jobim anda pelos escombros da TAM Express
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 27 de julho de 2007
Camilla Rigi e Eduardo Reina<br>Agência Estado 
São Paulo- Depois de vistoriar a pista principal do Aeroporto de Congonhas, na zona sul, e andar pelos escombros do prédio da TAM Express que foi atingido pelo Airbus A320 no dia 17, o novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que a cena que viu ''foi de uma tragédia impactante, que impõe ações''.
A declaração do ministro foi repassada à imprensa pela assessoria, pois durante toda a manhã ele preferiu não conversar com os jornalistas. Jobim chegou à base militar do Aeroporto de Guarulhos por volta de 8h30. Depois de uma conversa com militares, seguiu de carro até Congonhas, onde chegou por volta de 10 horas. Uma grande comitiva o esperava. Entre as autoridades presentes estavam o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Ronaldo Marzagão; o secretário de Justiça, Antônio Marrey; o comandante do Corpo de Bombeiros, Manoel Araújo, o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, e o chefe do Serviço Regional de Proteção ao Vôo de São Paulo, coronel Carlos Minelli de Sá. O ministro estava acompanhado do comandante da a Aeronáutica, Juniti Saito.
Por quase uma hora, eles vistoriaram as obras na pista principal de Congonhas e no talude da cabeceira que quase caiu durante a semana, depois de fortes chuvas. No dia do acidente, a canaleta que desvia a água da pista foi quebrada, mas hoje já estava consertada.
Em seguida, seguiu a pé até o local do acidente. Cercado por assessores, Jobim atravessou a Avenida Washington Luís, seguindo para o prédio da TAM Express. Pelos fundos do edifício, em uma escada do Corpo de Bombeiros, acompanhado de Saito e Marzagão, subiu ao que restou do terceiro e quarto andares do prédio. Após alguns minutos andando pelos escombros, eles desceram. Depois, a comitiva seguiu para o Instituto Médico Legal, em Pinheiros, e para o Palácio dos Bandeirantes, para a reunião com o governador José Serra.
Depois do encontro, Jobim disse que o único registro que pôde fazer sobre o que viu é uma ''imensa lamentação''. Mas ressaltou a metodologia utilizada pelo IML para identificar os corpos. ''Para não ficar apenas nas informações, descemos ao necrotério para acompanhar o tratamento dado aos corpos''. ''(Foi) Terrivelmente impactante, para não dizer horroroso.''


