Cidade do Vaticano, 26 (AE-ANSA) - João Paulo Segundo assumiu o papel de exorcista durante seu pontificado, quando libertou, não sem muito esforço, uma mulher possuída pelo demônio em abril de 1982, narra o cardeal Jacques Martin, ex-prefeito da Casa Pontifícia, em seu livro "Meus seis papa".
"Há alguns dias, o bispo de Spoleto (centro da Itália), monsenhor Alberti, chegou para uma audiência com o papa com uma mulher "obsidiada", Francesca F., que dava giros no solo e soltava gritos", escreveu o cardeal em seu diário, datado de 4 de abril de 1982.
Martin conta que "do lado de fora (do estúdio pontifício) podíamos ouvir os gritos da mulher. O papa começou a rezar, pronunciando vários exorcismos, mas em vão. Mas quando ele disse à mulher Amanhã eu vou oferecer a missa para você, prontamente Francesca voltou à normalidade".
Os papas, enquanto bispos de Roma, têm direito de praticar o exorcismo, e o cardeal Martin afirma que João Paulo Segundo "ficou muito impressionado com o caso, ao qual definiu como verdadeira cena bíblica".
"Um ano depois a mulher, em perfeitas condições, foi recebida em audiência pelo papa, ao lado do marido dela, para anunciar-lhe que se preparava para ser mãe", relatou Martin.

mockup