João Paulo II volta a Roma
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quinta-feira, 01 de agosto de 2002
Agência EFE 
México - João Paulo II concluiu ontem, na capital mexicana sua 97 viagem internacional e voltou a Roma depois de uma viagem de dez dias que o levou ao Canadá, à Guatemala e ao México.
O Papa saiu do hangar presidencial do aeroporto da capital num avião 767 da Aeroméxico batizado de ''México, sempre fiel'', que decolou às 13h47 hora local (15h47 de Brasília).
João Paulo II, em sua saída, foi homenageado no aeroporto com uma breve cerimônia pelo presidente do México, Vicente Fox, sua esposa, Marta Sahagún, seus filhos, vários membros de seu Gabinete, uma grande representação da hierarquia católica mexicana e mais de mil fiéis, entre eles dezenas de indígenas.
Em um gesto sem precedentes no México, o presidente Fox se sentou no ''papamóvel'' junto de João Paulo II e pegou em suas mãos durante alguns minutos antes de se despedir.
Uma banda de mariachis esperava o Santo Padre no aeroporto para tocar ''Amigo'', ''Cielito lindo'', ''Canta e não chores'' e As Golondrinas'', um tradicional tema mexicano de despedida.
Milhares de bolas brancas e amarelas, as cores da bandeira vaticana, inundaram o céu quando o Papa entrou no pedestal móvel e subiu as escadas do ''México sempre fiel''.
Mais de 4 milhões de mexicanos, segundo estimativas da polícia, saíram ontem às ruas para se despedir do Papa, que durante sua quinta visita ao México canonizou Juan Diego e beatificou dois mártires indígenas.
A passagem da caravana papal, que levou mais de 40 minutos para percorrer os 13 quilômetros que separam a Basílica de Guadalupe do aeroporto capitalino, provocou prantos e gritos entre a multidão que aguardou durante horas para saudar a comitiva.
''João Paulo, se puder, queremos que fique'', ''João Paulo, irmão, já é mexicano'' ou ''México, sempre fiel'', foram algumas das palavras de ordem mais entoadas pelos fiéis, que encheram as ruas da Cidade do México com bolas, flores e bandeiras.
Milhares de mexicanos foram para o terraço de seus edifícios para se despedir, segurando retratos do Papa, como é tradicional desde sua primeira visita ao país, em 1979.


