México - O Papa João Paulo II voltou a renovar ontem, no México, mensagem de solidariedade aos indígenas da América ao pedir o respeito a seus direitos e cultura, durante a canonização de Juan Diego, o primeiro índio da região a virar santo católico.
Na América, onde vive a metade dos 900 milhões de católicos do mundo, as igrejas evangélicas e protestantes rivalizam com a católica para somar adeptos, em particular entre os índios, prometendo-lhes uma solução mais terrena para seus problemas.
''Esta nobre tarefa de edificar um México melhor, mais justo e solidário, requer a colaboração de todos. Em particular, é necessário apoiar hoje as legítimas aspirações dos povos indígenas, respeitando e defendendo os autênticos valores de cada grupo étnico'', disse o Santo Padre na Basílica de Guadalupe.
Terça-feira, na Guatemala, João Paulo II pediu aos índios que construam ''com responsabilidade o futuro'', advertindo depois o presidente Alfonso Portillo que deve atender os problemas dessa comunidade.
Dos 100 milhões de mexicanos, 12 milhões são indígenas, que vivem, em maioria, na pobreza e na exclusão. Uma parte participa de uma revolta armada desde 1994, no empobrecido estado sulino de Chiapas.
''O México necessita de seus indígenas e os indígenas necessitam do México!'', disse o Santo Padre.

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