Cidade do Vaticano, 02 (AE-AP) - Aplaudido por centenas de milhares de fiéis, o papa João Paulo II beatificou hoje (02), o padre Pio, monge italiano cuja santidade e sofrimento lhe ganharam a devoção de crentes em todo o mundo.
Os fiéis começaram a congregar-se pouco depois do amanhecer na Praça de São Pedro, onde cerca de 150.000 cadeiras foram ocupadas rapidamente e umas 150.000 pessoas se apertaram ombro a ombro ao longo do amplo bulevar.
Em outro lugar de Roma, uma praça com capacidade para receber até 200.000 pessoas ficou cheia de fiéis, que assistiram a cerimônia de beatificação em telões istalados no local.
Entre os convidados à Praça de São Pedro enontrava-se uma mulher do sul da Itália, Consiglia De Martino, cuja cura em 1995 de uma doença pulmonar fora qualificada pelas autoridades eclesiásticas como um milagre atribuído ao padre Pio, que morreu em um monastério meridional italiano em 1968.
O pontífice, que uma vez, antes de ser eleito papa, escreveu ao padre Pio uma carta em latim na qual pedia sua ajuda para curar um tumor malígno de um amigo polonês, pareceu emocionado ao ler, também em latim, as palavras que proclamaram o monge franciscano "bendito".
O amigo polonês, cujo tumor inexplicavelmente desapareceu horas antes da realização de uma cirurgia, encontrava-se também entre os convidados à cerimônia, a qual também assistiu o primeiro-ministro italiano.
A beatificaçõa é o último passo formal na Igraja Católica antes da santidade.
A admiração do papa pelo monge foi considerado um fator importante para adiantar o processo de beatificação, que, nos anos imediatamente posteriores ao falecimento do padre Pio, transcorreu lentamente.
O monatério onde o padre Pio faleceu aos 81 anos, San Juan Rotundo, atrai cerca de 7 milhões de peregrinos por ano.

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