Jihad é acusada de atentado à embaixada israelense
Buenos Aires, 10 (AE-ANSA) - A Suprema Corte de Justiça da Argentina atribuiu hoje à Jihad Islâmica (Guerra Santa) o atentado contra a embaixada de Israel, em 17 de março de 92, que causou 29 mortos. A resolução acontece dias depois de o embaixador israelense na Argentina, Yitzhak Avirán, ter criticado a demora na apuração dos fatos e a suspeita de envolvimento da Polícia Federal no episódio.
O atentado foi reivindicado no dia seguinte pela Jihad, ligada ao Hizbollah (Partido de Deus) xiíta, com base no Líbano, em represália ao assassinato do xeque Abbas Mussawi em solo libanês.
Dois anos depois um carro-bomba explodiu na frente da associação judaica Amia, na Argentina, matando 86 pessoas e deixando centenas de feridos. O atentado não foi reivindicado, mas o governo também o atribuiu ao Hizbollah, com o apoio de funcionários da embaixada iraniana. Neste fim de semana, a Justiça argentina determinou a prisão de cinco policiais suspeitos de colaborar no episódio.





