Arquivo FolhaTestemunhaA assessoria do governador Tasso Jereissati informou que ele está disposto a afirmar perante o tribunal do júri que Rainha esteve no palácio do Cambeba no dia 30 de maio e que seus auxiliares fizeram contatos com o líder do MST no dias posterioresO governador do Ceará, Tasso Jereissati (PSDB), deverá ser testemunha de defesa no segundo julgamento de José Rainha Júnior, líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), marcado para o dia 16 de setembro. Numa audiência realizada ontem no palácio do Cambeba, sede do governo cearense, Jereissati se colocou ‘‘à disposição’’ dos advogados de defesa para ajudar ‘‘no que for possível’’ a provar que Rainha estava no Ceará na época em que ocorreu o crime pelo qual foi condenado a 26 e seis meses de prisão.
A condenação de Rainha ocorreu em 11 de junho passado. Ele foi a acusado de ser responsável pelo assassinato do fazendeiro José Machado Neto e do soldado da PM Sérgio Narciso, crime ocorrido em Pedro Canário (270 km de Vitória-ES), no dia 5 de junho.
Os advogados de Rainha defendem a tese de que ele liderava uma invasão na fazenda São Joaquim, em Madalena (182 quilômetros a oeste de Fortaleza). A invasão começou no dia 25 de maio daquele ano.
Segundo a assessoria de imprensa do governador cearense, Jereissati se propôs a fazer declarações por escrito, prestar depoimentos e até mesmo atuar como testemunha de defesa de Rainha no novo julgamento. A assessoria informou que o governador está disposto a afirmar perante o tribunal do júri que Rainha esteve no palácio do Cambeba no dia 30 de maio e que seus auxiliares fizeram contatos com o líder do MST no dias posteriores.
No julgamento passado, o chefe da Casa Militar de Jereissati, coronel Sebastião Leandro, atuou como uma das testemunhas de defesa de Rainha. O então secretário de Agricultura de Jereissati, Eudoro Santana, afirma que esteve com Rainha no dia 3 de junho, na fazenda São Joaquim, discutindo assuntos relacionados à invasão.
Segundo a assessoria de Jereissati, o governador cearense firmou compromisso de enviar uma mensagem ao Tribunal de Justiça do Espírito Santo, pedindo a transferência do próximo julgamento de Pedro Canário para Vitória.
Rainha disse que a disposição de Jereissati foi um ‘‘vitória política’’ na luta que trava pela sua absolvição.

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