Jequitibá de 1.500 anos cai em Minas
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segunda-feira, 31 de janeiro de 2000
Por Evaldo Magalhães 
Belo Horizonte, 31 (AE) - A forte chuva dos últimos dias e o peso da copa foram responsáveis hoje (31) pela morte de um jequitibá rosa de 54 metros de altura, 13 metros de largura e cerca de 1.500 anos de idade, localizado na área rural de Carangola, na Zona da Mata de Minas.
A árvore era considerada uma das duas maiores e mais velhas da mesma espécie no Brasil - o outro exemplar fica em Campinas (SP).
Segundo o biólogo e professor universitário Braz Consenza, funcionário da Prefeitura de Carangola, com as tempestades que atingiram a região e o grande número de folhas, orquídeas e bromélias em sua copa, o jequitibá não resistiu, durante a madrugada, e perdeu todo o cimo.
"Restou apenas um tronco enorme de cerca de 30 metros, sem copa", disse. Em 1995, o jequitibá havia perdido, também em razão do tempo e dos efeitos da natureza, um de seus galhos laterais.
Desde então, sobraram apenas dois galhos, grandes e pesados, de um só lado. "Mais cedo ou mais tarde, embora tenhamos feito um tratamento para curar a ferida surgida na árvore, a gravidade poderia exercer sua força e derrubar a copa", explicou Cosenza.
Dois anos depois de o jequitibá perder um dos galhos, de cerca de três metros de diâmetro, vândalos ainda colocaram fogo no interior da árvore.
Bombeiros e voluntários levaram quase duas semanas para apagar o incêndio, que se propagava pelo interior do tronco. "Ao final
a base da árvore ficou totalmente oca e cabiam 11 pessoas lá dentro", contou o biólogo.
Apesar de ser "muito difícil que o jequitibá se recupere", de acordo com Consenza, ainda há uma esperança de vida. "É praticamente impossível, mas pode ser que o tronco volte a brotar e que se constitua uma nova copa", disse.


