Jaú (SP) planeja unir polícias Civil e Militar para aumentar eficiência
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 04 de fevereiro de 1999
Por Jair Aceituno, especial para a AE 
Jaú, SP, 04 (AE) - A primeira experiência concreta de unificação das polícias Civil e Militar pode entrar em funcionamento, ainda este mês, em Jaú, no interior de São Paulo. A proposta, desenvolvida por um delegado e um major, é fazer com que policiais civis e militares atuem de forma conjunta, usando a mesma faixa de comunicação, evitando o trabalho em duplicata e, consequentemente, atender melhor à comunidade. As duas corporações passariam a ter uma única sede, mas não perderiam sua identidade. O projeto foi apresentado hoje à tarde às autoridades locais, em reunião na Câmara de Vereadores. Sua implantação, porém, ainda depende de algumas providências administrativas. A proposta será encaminhada nos próximos dias ao secretário de Segurança Pública Marco Vinício Petreluzzi.
A unificação das duas polícias pode significar uma economia para os cofres públicos municipais, uma vez que cabe à prefeitura pagar o aluguel de vários imóveis cedidos às duas corporações. Segundo o delegado seccional, João Dutra, um dos autores do projeto, haverá também economia dos recursos e diminuição da burocracia no setor com bons resultados para o conjunto. "O policial terá mais tempo para agir como polícia", afirma.
O comandante interino do 27º BPM/I, major Jorge Lelis Pinholi, responsável pelo projeto desenvolvido em conjunto com Dutra, diz que o objetivo das duas polícias é comum e que a unificação do trabalho deve ser encarada como algo natural que, naturalmente, não passa pela perda de identidade das duas corporações. "Vamos agir em conjunto de forma que o civil complementa o militar e vice-versa e, com isso, a comunidade é quem lucrará".
A fórmula encontrada por Jaú é simplificada e, embora seus autores digam não ter tamanha pretensão, poderá ser o piloto para a transformação da polícia paulista.


