Marcos Zanatta
de Maringá
O Jardim Alvorada, bairro mais populoso de Maringá, com cerca de 25 mil moradores, passou por um diagnóstico que vai orientar a política de melhorias a ser cobrada dos órgãos públicos. A pesquisa, que envolveu 15 voluntários, partiu da Associação Comunitária do Jardim Alvorada, que pretende agora apresentar os problemas detectados a cada órgão da administração pública.
‘‘O levantamento mostrou os pontos positivos e negativos do Alvorada’’, diz o presidente da entidade, Valério Odorizzi. O levantamento mostrou que 90% dos moradores estão no bairro há mais de cinco anos e 60% não trocam o Alvorada por outro local.
O bairro tem cerca de 35 anos e 100% das residências possuem abastecimento de água e energia. A pesquisa mostrou ainda que 80% dos domicílios são servidos com rede de esgoto, média que a cidade toda deve alcançar até o início do próximo ano.
O que falta no bairro, segundo a associação, é um maior número de lixeiras. ‘‘Esta deficiência tem provocado o antupimento das galerias pluviais em alguns pontos’’, diz o dirigente da associação. O levantamento mostrou que 70% das bocas-de-lobo do Alvorada estão entupidas. O Serviços de Obras da prefeitura, já está trabalhando no desentupimento, avisou Odorizzi.
Outra cobrança da associação, baseada nos resultados obtidos na avaliação, é a necessidade do replantio de 1.814 árvores. A maior parte em avenidas, que foi retirada por algum problema e não chegarou a ser substituída.
A diretoria da entidade quer que a prefeitura organize um mutirão para o plantio das árvores, possivelmente em comemoração a uma data importante, como a semana do meio ambiente. Os terrenos baldios nas avenidas comerciais também foram levantados, apesar de não representarem problemas para moradores e não estarem na responsabilidade do poder público.
No total, são 258 áreas de vários tamanhos, que segundo Odorizzi apontam a possibilidade de investimento no bairro. O sistema de iluminação, apesar do grande número de lâmpadas queimadas ou quebradas - cerca de 100 por mês - é eficiente. Os trechos mais importantes tiveram a iluminação rebaixada, melhorando a segurança. A entidade quer agora que a prefeitura instale as luminárias rebaixadas nas proximidades do Núcleo Integrado de Saúde (NIS3), o único que funciona 24 horas por dia.
Na mesma região do NIS3, os moradores apontaram a necessidade de melhorar a estrutura do Centro Comunitário. Como na área existe um salão e a biblioteca do bairro, e a idéia seria transformar o local em um complexo cultural.
A pesquisa mostrou ainda que os moradores querem a transformação do campo de futebol em um complexo de esportes e lazer. A única piscina pública do Alvorada, que deveria estar atendendo vários bairros da região, está desativada. Odorizzi diz que todos os bairros, onde existem associações, deveriam fazer levantamentos, que orientem o poder público para as necessidades de cada região.

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