Japonesa de 103 anos morre em Rolândia
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segunda-feira, 09 de abril de 2012
Davi Baldussi <br> <br> Reportagem Local 
Rolândia - Mais de um século de história foi sepultado ontem no Cemitério Municipal de Rolândia. Tomie Nagatani, pioneira nipônica de 103 anos, morreu na noite de domingo de falência múltipla dos órgãos, após passar cerca de duas semanas internada no Hospital Paraná, em Maringá. Tomie ficou conhecida na região em 2008, quando, durante a comemoração do centenário da imigração japonesa no Brasil, foi homenageada. Ela completou um século de vida no mesmo ano da data festiva.
A Folha noticiou o fato na época e também a comemoração dos 101 anos de Nagatani em 2009. Apesar de falar pouco português, ela vivia no Brasil há 84 anos, no Paraná há mais de 65 anos.
Pouco depois, a pioneira, que já tinha dificuldades por conta da própria velhice, começou a piorar de saúde, conforme a filha mais velha de Tomie, Kuriko Sato, de 81 anos. ''Em outubro de 2010 ela foi morar comigo em Maringá. Mas de vez em quando vinhamos visitar Rolândia, ela gostava muito daqui'', afirmou. Tomie sofria com Mal de Alzheimer.
De acordo com relatos da família, Tomie sempre foi envolvida com a comunidade nipônica, que compareceu em peso ao sepultamento ontem. ''Acima de qualquer coisa ela era uma centenária. É uma perda grande para comunidade, a vivência que ela teve'', afirmou o vice-presidente da Associação Cultural e Esportiva de Rolândia (Acer), Jorge Toshimitsu.
Tomie Nagatani nasceu em Aichi-Ken. Depois de concluir o magistério, a mãe dela se casou com Kenichi Nagatani e embarcou, do porto de Kobe, para o Brasil, em 1928, juntamente com outros 800 imigrantes. Ela chegou no Porto de Santos com 20 anos e trabalhou com o marido nas lavouras de café de Mirandópolis (SP). Em 1946, o casal veio para Rolândia. Ela deu à luz 11 filhos (4 deles estão vivos). A pioneira deixou também 36 netos, 35 bisnetos e cinco tataranetos.


