Tóquio, 20 (AE-AP) - O Orçamento japonês para o próximo exercício fiscal será o maior da história do país, de modo a permitir que o país retome definitivamente a rota do crescimento sustentado. O texto preparado pelo Ministério das Finanças para o ano fiscal 200-2001, que começa em abril, totaliza 84,99 trilhões de ienes, US$ 825 bilhões, 3,8% mais que o previsto na Lei do Orçamento relativa ao exercício fiscal que termina em 31 de março.
Conforme o ministro das Finanças, Kiichi Miyazawa, o objetivo é dar impulso total à recuperação do país, sem levar em conta as crescentes preocupações com a expansão do nível de endividamento do Estado. "Nós idealizamos esse orçamento pensando que devemos fazer todos os esforços necessários para conseguir a recuperação econômica", afirmou. As despesas com as iniciativas destinadas a assegurar a retomada do crescimento, maior item do orçamento, devem ser recorde: 48,1 trilhões de ienes, 2,6% superior ao total de gastos previstos na Lei Orçamentária deste ano.
Para complementar as receitas previstas no projeto apresentado hoje (20), o governo previu a emissão de nada menos que 85,87 trilhões de ienes em bônus. Desse total, 36,61 trilhões de ienes serão relativos a novas emissões de títulos, e 53,26 trilhões são referente à rolage da dívida.
Com a arrecadação tributária ainda em níveis muito baixos, em consequência do fraco desempenho da economia do país e dos sucessivos cortes de impostos decretados nos últimos anos para dar impulso ao ritmo de atividade, 38,9% do orçamento do próximo exercício deverá ser custeado com a emissão de títulos. Este ano
somados os dois projetos de suplementação orçamentária, nada menos que 43,3% dos gastos previstos no Orçamento foram financiados pela emissão de dívida.

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