Japão apóia entrada da China na OMC
Pequim, 09 (AE-AP) - O primeiro-ministro japonês, Keizo Obuchi, e seu colega chinês, Zhu Rongji, firmaram hoje (09) um acordo que fixa as condições para o ingresso da China na Organização Mundial do Comércio (OMC). Contudo, mesmo tendo recebido o apoio do Japão para ingressar na entidade econômica, a China não retomará ainda as negociações com esse propósito com os Estados Unidos e a União Européia (UE).
Mesmo após Pequim ter alcançado um avanço sem precedentes ao obter pela primeira vez o apoio de um país membro do Grupo dos Sete (G-7), o ministro chinês do Comércio, Shi Guangsheng, assegurou que "este não é o momento apropriado para manter negociações".
A principal razão para o adiamento da retomada do diálogo é o bombardeio da embaixada chinesa em Belgrado, durante a ofensiva aérea contra a Iugoslávia, que "prejudicou a boa atmosfera das negociações".
Pequim rejeitou as desculpas e explicações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e exigiu a punição dos responsáveis e uma indenização.
As palavras do ministro chinês acabaram com a esperança de Obuchi de que o acordo firmado hoje desse "um impulso adicional" às negociações com Pequim.
Em troca do apoio, o Japão exigiu da China mais abertura de seus mercados, mesmo após o eventual ingresso na OMC. Segundo um alto funcionário japonês, o conteúdo do acordo não foi revelado a pedido da China, que o quer manter em segredo.
Em uma declaração conjunta feita hoje em Pequim sobre a "finalização satisfatória" das conversações bilaterais, Obuchi manifestou sua esperança de que a China reduza os empecilhos aos competidores estrangeiros, especialmente no mercado das telecomunicações.





