O ex-diretor da Cohab-Ld e idealizador do Poupalar, Assad Jannani, afirma que o programa está muito bem fundamentado e que as críticas são feitas por pessoas que têm interesses contrariados. ‘‘O Poupalar está atraindo não só público que normalmente procura a Cohab, mas também os que utilizavam produtos oferecidos pelas grandes contrutoras’’, afirma.
Jannani diz ainda que com o Poupalar o paradigma de moradia popular que se tem no Brasil foi quebrado, e isso acabou provocando as grandes contrutoras. ‘‘A idéia que normalmente se tem de casas populares é uma contrução de baixa qualidade, não só nos materiais, mas no próprio conceito de conjunto. A implantação de condomínios com infra-estrutura completa quebra este modelo.’’
Quanto ao custo, Jannani diz que normalmente as empreiteiras estão acostumadas a cobrar caro de obras do setor público porque ficou estabelecido neste mercado que existe um risco de não se receber o valor da obra. ‘‘O custo do metro quadrado no mercado é cotado em R$ 500,00, mas na hora de vender o preço sobre para R$ 700,00. No Ilha Bela, o metro saiu por R$ 180,00 e o custo final, com a infra-estrutura do terreno, ficou menor do que R$ 290,00 o metro quadrado.’’
Jannani diz que as contrutoras que questionam a seriedade do Poupalar querem ‘‘apenas detonar o projeto, e não debatê-lo’’. Quando as suspeitas sobre a viabilidade do programa foram levantadas, diz Jannani, mais de mil pessoas desistiram dos contratos.
O ex-presidente da Cohab diz que o programa foi elaborado para ser ‘‘vendido’’ a uma cooperativa de crédito do setor privado para qualquer bem durável. ‘‘Este programa foi desenvolvido enquanto fazia minha tese de mestrado em Finanças e quero utilizá-lo também no meu doutorado’’, diz. Quanto ao fato de ter registrado o programa em seu nome, ele se justifica dizendo que fez isso para se previnir do uso indevido de terceiros. ‘‘Mas temos um documento cedendo gratuitamente os direitos de uso para a Cohab.’’ (G.R.)

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